sexta-feira, 30 de abril de 2010

Uma hora do seu tempo

Recebi um e-mail há algum tempo sobre uma estória e achei muito real para a nossa vida.
Segue:


Um homem chegou em casa tarde do trabalho, cansado e irritado encontrou o seu filho de 5 anos esperando por  ele na porta .
- "Pai, posso fazer-lhe uma pergunta?"
- "O que é?" - respondeu o homem.
- "Pai, quanto você ganha em uma hora?"
- "Isso não é da sua conta. Porque você esta perguntando uma coisa dessas?", o homem disse agressivo.
- "Eu só quero saber . Por favor me diga, quanto você ganha em uma hora?"
- "Se você quer saber, eu ganho R$ 50 por hora."
- "Ah..." o menino respondeu, com sua cabeça para baixo.
- "Pai, pode me emprestar R$ 25,00?"
O pai estava furioso, "Essa é a única razão pela qual você me perguntou isso? Pensa que é assim que você pode conseguir algum dinheiro para comprar um brinquedo ou algum outro disparate? Vá direto para o seu quarto e vá para a cama. Pense sobre o quanto você está sendo egoísta", "Eu não trabalho duramente todos os dias para tais infantilidades."
O menino foi calado para o seu quarto e fechou a porta.
O homem sentou e começou a ficar ainda mais nervoso sobre as questões do menino.
- Como ele ousa fazer essas perguntas só para ganhar algum dinheiro?
Após cerca de uma hora, o homem tinha se acalmado e começou a pensar.
Talvez houvesse algo que ele realmente precisava comprar com esses R$ 25,00 e ele realmente não pedia dinheiro com muita freqüência. O homem foi para a porta do quarto do menino e abriu a porta.

- "Você está dormindo, meu filho?", Ele perguntou.
- "Não pai, estou acordado", respondeu o garoto.
- "Eu estive pensando, talvez eu tenha sido muito duro com você a pouco?", afirmou o homem. "Tive um longo dia e acabei descarregando em você. Aqui estão os R$ 25 que você me pediu."

O menino se levantou sorrindo. "Oh, obrigado pai!" gritou. Então, chegando em seu travesseiro ele puxou alguns trocados amassados.

O homem viu que o menino já tinha algum dinheiro, e começou a se enfurecer novamente.
O menino lentamente contou o seu dinheiro , em seguida olhou para seu pai.

- "Por que você quer mais dinheiro se você já tinha?" - Gruniu o pai.
- "Porque eu não tinha o suficiente, mas agora eu tenho", respondeu o menino.
- "Papai, eu tenho R$ 50 agora. Posso comprar uma hora do seu tempo? Por favor, chegue em casa mais cedo amanhã. Eu gostaria de jantar com você."
O pai foi destroçado...
Ele colocou seus braços em torno de seu filho, e pediu o seu perdão.

É apenas uma pequena lembrança a todos nós que trabalhamos arduamente na vida.
Não devemos deixar escorregar através dos nossos dedos o tempo sem ter passado algum desse tempo com aqueles que realmente importam para nós, os que estão perto de nossos corações.
Não se esqueça de compartilhar esses R$ 50 no valor do seu tempo com alguém que você ama.

Se morrermos amanhã, a empresa para a qual estamos trabalhando, poderá facilmente substituir-nos em uma questão de horas.
Mas a família e amigos que deixamos para trás irão sentir essa perda para o resto de suas vidas.
 

Bjus

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Direitos e Deveres

Pela manhã entrei na internet para dar uma espiada nas noticias do dia, quando me dou de cara com a seguinte manchete:

"Invasão de sem-teto segue no Centro de SP (mais de 2 mil familias)"

Vemos como está decadente a situação de moradia dos brasileiros. É fato termos todo o direito de pedir por moradia, por abrigo, por ter um lugar para chamar de casa, no entanto devemos nos lembrar de nosso DEVERES perante a sociedade.
Bom, o que me deixou mais intrigada nesta reportagem foi a frase de um dos sem-tetos. Ela diz: "Não queremos nada de graça, mas queremos nossos direitos..." Até aí ela está certíssima, não tiro uma vírgula nem ponto. Contudo segue o final de sua frase: "... E o trabalhador tem que morar no centro da cidade." diz Carmem Ferreira da Silva, sem-teto (trecho tirado de reportagem do site G1.)Esta ultima parte não concordo com ela. Se eu estiver errada por favor me comuniquem, mas imagine se todos os trabalhadores fossem morar no centro da cidade? Teríamos de morar em apartamento de mais de 100 andares para caber todos.
Todos nós sabemos que há as chamadas "cidades dormitórios" em que o custo de moradia é menor, você não deixa de ter lugar para morar, mas é mais longe do centro de São Paulo.
Fácil é querer tudo nas mãos, tudo por perto, mas não é assim que funciona ok?
Conheço pessoas com as quais tive o prazer de trabalhar que saia de Taboão para trabalhar no Jabaquara.
Eu mesma moro na Zona Norte de São Paulo, próximo ao Tucuruvi e voou trabalhar em Pinheiros, do outro lado, tem dias que demoro duas horas para chegar ao trabalho e não morro por isso.
Senhores politicos, vamos sim tomar providencias em relação a moradia deste povo, mas com algumas condições ok?  Nada destes Cingapuras, que quando construídos são lindos, mas depois de um tempo estão todos sujos e pixados. Vamos construir casas decentes, em lugares próprios, nada de ser do lado de favelas.
Vamos tirar estas pessoas das favelas, das beiras de córregos e o lugar onde tiraram elas, vamos construir praças, plantar árvores e não deixar mas que outros se apropriem do que não são deles.
Mas e você me pergunta: E eles ganham de mão beijado?
Lógico que não. Para construir essas casas precisará de gente para mão-de-obra, nada mais justo do que procurar pessoas que moram no local e que irão receber esta casa para trabalhar, pagando para elas o salário, um ponto importante...grana para sobreviver em um mundo capitalista.
Com o cadastro dos futuros moradores, analisem quem trabalha, quem está desempregado, veja sua renda mensal e seus gastos, a partir daí eles podem dividir o custo da moradia e ter um valor mais baixo para pagar água e luz.
Entram em ação os assistentes sociais para ajudar essa galera a conseguir um emprego digno.
Lembramos que precisamos de manutenção em edifícios, correto? Contrate alguns moradores que tenham certas experiências para estes serviços e os próprios moradores colaboram com o pagamento, como o pagamento de condomínio.
Com isso, todos tem moradia e não podem ser chamados de oportunistas, já que pagam com trabalho e com dinheiro sua casa, com escritura e tudo conforme manda a lei.

Seria perfeito se fosse assim não é mesmo?
Quem sabe um dia conseguimos algo melhor do que isso.
Mas quem liga? Eu ligo...
Por que somos cidadãos e temos direitos e deveres.



sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dentro de um ônibus

Boa tarde,

Minha primeira postagem...


Resolvi descrever um sentimento que tive e o que pude observar ontem quando voltava do serviço.
Sempre volto do serviço de metrô, como saí mais tarde do que o normal e estava fora do horário de pico resolvi fazer todo o meu trajeto de volta para casa de ônibus.
Então pense... trabalho praticamente em Pinheiros e moro perto de Santana, é uma viagem praticamente. Como estava fora do horário de pico foi rápido.
Já dentro do ônibus passando pela Rua da Consolação pude acompanhar o etinerário de muitas pessoas, suas reações, como as pessoas andavam, suas feições...
Mas o principal é que não pude não reparar na quantidade de pessoas que vivem na rua!
Mas o que mais me deixou impressionada é o descaso das pessoas que passam quase em cima delas.
Tudo bem você pode estar se questionando: "Algumas dessas pessoas não trabalham porque não querem, não tem uma vida digna por pura opção."
Sei de tudo isso, mas não podemos generalizar.
Ao passar próximo ao Anhangabaú vi um senhor sentado no chão de uma calçada, de costas para rua. Sua silhueta definia uma pessoa sem forças, bracinhos magros, suas costas podiamos contar as vertebras da coluna, cabelos grisalhos, pés no chão e uma de suas mãos estendidas, pedindo uma ajuda para uma moça que ali passava. Seu gesto parecia com o de uma criança quando pede um colo para sua mãe. Claro que a moça que passava ao seu lado, na verdade quase por cima, não deu a minima atenção, nem sequer olhou.
Neste momento este senhor olhou para trás e nossos ohares se encontraram, o meu dentro do ônibus e o dele na rua. Meus olhos se encheram de lagrimas e pensei o quanto o ser humano é egoísta.
Não precisa dar dinheiro, dê-lhe atenção, dê-lhe um carinho.
Carinho eu digo, um gesto de dar um prato de comida, que tenho a grande certeza que lhe tiraria um belo de um sorriso de sua face sofrida.

Senhores politicos, este é um ano de eleição, por favor vamos nos atentar a essas pessoas, a esses cidadãos, se é que podemos chamá-los assim não é mesmo?
Como podemos dizer que estes são cidadãos, sendo que são jogados nas ruas sem dignidade alguma.

Este é apenas um ponto de vista de alguém que enxerga a realidade.



....